quarta-feira, 4 de março de 2009

Foram-se os Dias da Rocha Filho

Ontem, uma reunião que parecia-me trágica foi extremamente calma, curta e construtiva. Pelo menos para mim. À partir dela pude refletir um pouco sobre meus anseios profissionais.
O Tapume, idealizado como um coletivo interdisciplinar de colaboração mútua, na qual pensamos ser necessária a convivência diária, hoje passa a se dividir fisicamente. Muitos de nós sentimos com a falta de hierarquia, por atuarmos em áreas corelacionadas e de ideais semelhantes mas diferentes em sua execução. O espaço, em todos seus sentidos, ficou pequeno.
Vejo nessa "crise" uma bela oportunidade de transformar o tapume em um epreendimento real e concreto. São muitas pessoas com talento, idéias e até mesmo ideais semelhantes. Porém, estamos todos muito dispersos. A idéia de unir estas pessoas em sub-grupos espalhados por diversos pontos da cidade é ousada e grandiosa. Digo grandiosa por ver grande potencial em explorar a versatilidade da marca. A qual propõe crescimento intelectual e profissional a todos do grupo.
Espalhar essa marca em seus diversos pontos é tambem uma estratégia de mercado, já que dentro do capitalismo, ter diversos "pontos de venda" ou "franquias" significa status e agrega grande valor a marca.
Ora, pois porque não dividirmos (diferente de separar) a arquitetura, o design, a fotografia e a moda?
As colaborações e interferências continuarão, um pouco mais privadas, mas nunca restritas. E assim quem sabe poderemos construir marcas às quais coexistem e se cruzam.
Vejo isso tudo como um crescimento inesperado e até forçado. Mas como um crescimento.

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A rua, árvores já não tem mais. E o sorvete, já beira os três reais.

Saiba mais sobre o autor que não se responsabiliza pelos textos aqui dispostos.